domingo, 31 de maio de 2009

ESTRABISMO (VESGUICE)

INICIO DA ALTERAÇÃO. O problema geralmente aparece na infância. Até o quarto mês de vida, uma criança pode apresentar desvios nos olhos, o que não quer dizer que ela seja estrábica. É a partir daí, quando ocorre a maturação da retina e a criança consegue focar, que os pais devem observar se ela tem os olhos alinhados, O desvio pode ser para dentro, para fora ou vertical, um olho mais baixo ou mais alto do que o outro. Uma consulta ao oftalmologista no primeiro ano de vida elimina dúvidas a respeito do problema. A potencialidade total da visão é alcançada aos 3 anos.

O MITO DA CURA ESPONTÂNEA. O estrabismo não se cura espontaneamente. Por isso é importante que seja diagnosticado no tempo certo. Quando isso não ocorre, há risco de perda parcial da visão (ambliopia) e ocorrência de visão dupla. Além da perda da visão, o estrabismo afeta a auto-estima em qualquer idade. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de solução do problema. Portanto, em caso de suspeita, deve-se procurar o especialista o mais rápido possível.

CORREÇÃO DO DESALINHAMENTO. O tratamento do estrabismo não implica sempre em cirurgia, que só deve ser indicada nos casos em que os óculos não resolvem. Os desvios latentes e intermitentes, porém pequenos, podem ser corrigidos com exercícios .( O GLOBO, 31/05/2009)

Um comentário:

Tô de olho tampão disse...

Ambliopia: uma doença séria, pouco conhecida, que pode causar a perda de visão quando não tratada corretamente.
Ampliopia, ou "olho preguiçoso", é uma deficiência na visão onde um ou os dois olhos não apresentam um amadurecimento normal. Tem que ser detectada e tratada antes dos quatro anos, quando a visão ainda está em pleno desenvolvimento. Se não tratada até os sete anos, são consideradas irreversíveis. A visão fica definitivamente comprometida. A incidência da ambliopia em crianças em idade escolar é de aproximadamente 4%. Um volume assustador considerando o tamanho da população brasileira. As causas mais freqüentes são catarata congênita, a diferença de graus entre os olhos e principalmente o estrabismo.Em muitos casos, a deficiência passa desapercebida pelos pais e pediatras. Isso porque a criança, que sempre enxergou assim, não percebe que só tem um olho “bom”. A parte boa é que o tratamento é simples, com o uso de um tampão ocular. O que realmente preocupa é a desinformação. A solução é que todas as crianças de até quatro anos visitem um oftalmologista, mesmo não havendo nenhuma desconfiança para tal.
Se a criança está com a visão em ordem, os pais cumpriram com sua obrigação e podem dar a missão como encerada. Mas para os pais que identificaram ambliopia em seus filhos a história continua. E com um grande desafio pela frente. Sendo a utilização de um oclusor ocular o único tratamento, como fazer um pequeno usar - sem tirar -, um desses por seis, oito ou até 12 horas por dia. Durante dois, três, ou mais anos. Isso é um desafio. Principalmente porque os modelos mais antigos, em maior número no mercado, incomodam e até machucam em alguns casos, quando a criança tem que por e tirar esparadrapos diariamente. Além da aparência hospitalar, estimulando brincadeiras negativas por parte de outras crianças.

Nesse momento o segredo é trabalhar a auto-estima da criança, tornando-a diferente positivamente, possuidora de algo que as outras crianças “achem muito legal”, tenham vontade de ter também. Foi então que Simone Sgarbi, mãe da Camila, seis anos, cuja ampliopia foi detectada há dois, decidiu pesquisar um tampão que sua filha realmente usasse, e com prazer. Atacou em duas frentes: o conforto no uso e como torná-lo divertido. Desenvolveu um tampão feito de borracha macia e que se encaixa nos óculos. E aí passou a fazê-lo nas mais diferentes cores, estampas e motivos. Um para cada dia, um para cada roupa, um para cada humor. Deu certo e a Camila adorou. Não só usa numa boa como até lembra à mãe o horário de colocar.

Foi assim que a empresa Tô de Olho Tampão nasceu, em conjunto com a sua sócia que é designer Paola Petti Cerveira que desenhou e adaptou novos formatos mais anatômicos ao rosto da criança, tendo sempre um cuidado para que as estampas tenham temas alegres e coloridos.
Com menos de um ano está fazendo o maior sucesso entre pais e crianças, sem falar nos oftalmologistas e ortoptistas, que encontraram um novo apoio para ajudar nos seus tratamentos. Simone conclui: “O que me importa mesmo é que todos os pais levem seus filhos ao oftalmologista antes dos quatro anos. A chance dos seus filhos terem o problema é real e só assim eles podem descobrir.”.

site www.todeolhotampao.com.br
Tel.(11)3021-9299
Sugestão de fontes para entrevista: